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Minha verdade sobre o Dia da Mulher.


Ontem foi um dia bastante especial. Eu havia preparado um texto para o Dia Internacional da Mulher, e parti logo cedo para um dia intenso e cheio de atividades com mulheres incríveis ao lado. Aproveitei cada segundo para ensinar e aprender, do começo ao fim! E hoje, venho nutrida de pensamentos e pronta para compartilhar este texto com vocês.

8 de março – Dia internacional da Mulher: Uma data importante, que representa anos de lutas e conquistas por direitos igualitários e respeito entre os gêneros. Foi para mim, e espero que para você também, um dia de muita reflexão.

Recentemente eu fiz uma pesquisa nas minhas redes sociais, e perguntei aos seguidores se eram feministas ou não...Para a minha surpresa, muitas pessoas, em sua maioria mulheres, disseram que não.

Acredito que isso ocorre por duas situações: ou a pessoa não sabe o que é feminismo, ou não se importa em ver mulheres sofrerem violência e desigualdade.

Mas afinal, o que é o feminismo?

Feminismo é um movimento social e político que tem como objetivo conquistar o acesso a direitos iguais entre homens e mulheres. Uma pessoa fe-mi-nis-ta é uma pessoa que acredita na igualdade social, política e econômica entre os sexos.

O feminismo como muitos pensam erroneamente, não é um movimento sexista, ou seja, não defende a figura feminina sobre o masculino, mas sim uma luta pela igualdade de gêneros.

E o Fe-mis-mo? Já ouviu falar? Bem, o femismo é o antônimo de machismo, ideologia de superioridade da mulher sobre o homem.

Isso confunde bastante e resulta em um peso negativo sob a palavra Feminista, erroneamente.

Frases como: ¨Feministas odeiam homens¨, ¨... acham que devem mandar em homens¨, ¨não se depilam¨ e por aí vai...Lembremos que, todos os direitos que temos hoje, foram conquistados pelas feministas.

Gerações de mulheres que estiveram lutando pelo nosso direito, e ainda falta muito por ser conquistado!

Eu sou mulher, indignada com o machismo e com o patriarcado. Hoje tenho a possibilidade e a liberdade de estudar, trabalhar, votar e expressar minhas opiniões graças à luta de tantas mulheres no passado. Além disso, não sou obrigada a dar satisfação ou a depender de homem nenhum, da minha vida cuido eu! Amo ser mulher.

Não suporto as piadinhas machistas, o assédio e quando me subestimam só por ser mulher.

Eu sou feminista, amo vários homens, estou sempre depilada, maquiada e de salto. E estou aqui e luto todos os dias pela igualdade social, política e econômica entre os sexos.

Fato é que homens e mulheres devem se unir para romper com a mentalidade patriarcal que oprime a ambos os gêneros.

Os homens são oprimidos quando são obrigados a corresponder ao ideal masculino que foi criado. Isso também não é brincadeira. É a tal da masculinidade tóxica.

Já pensaram como os filhos homens são criados de forma nociva? A definição de masculinidade é muito estreita. Homens não podem ter medo, não podem ser fracos, não podem mostrar vulnerabilidades, não podem chorar.

Vocês têm noção do quanto isso é tóxico? Esse é um tema para outra hora.

A nossa cultura patriarcal pressiona homens a agirem como durões e mulheres a se encolher, se diminuir.

Mulheres podem ter sucesso - mas não muito. Mulheres podem ter ambição - mas não muita. Mulheres não podem ameaçar os homens, afinal de contas. Por que temos que estar onde ees estão? Li um artigo da Glaucia Lauletta que cita que “o teto da mulher não é o homem. O teto de qualquer profissional, mulher ou home, deve ser o limite de onde ele ou ela pode e quer chegar. Independente de gênero”.

Eu sou divorciada, sou independente, amo o que eu faço e por diversas vezes e por diversas pessoas, inclusive mulheres, fui questionada se não me incomodava o fato de os homens se sentirem intimidados comigo. Sinceramente, eu nunca entendi essa pergunta. Certamente se algum homem se sente intimidado comigo, esse é justamente o tipo de homem que não me interessa.

Espera-se das mulheres o casamento. Espera-se que se tenha filhos. Como se o casamento fosse a coisa mais importante do mundo. Como se as mulheres somente pudessem ser felizes, casadas.

Eu já fui casada. Fui feliz! Casamento é ótimo e pode ser uma fonte de felicidade, desde que exista amor e parceria mútua. Mas não é a única fonte de felicidade para uma mulher.

¨Homem solteiro, ok. Mulher solteira? ¨frustrada¨.

Mulheres são criadas para enxergar outras mulheres como rivais - e principalmente rivais da atenção masculina.

Mulheres não podem agir como seres sexuais, do modo como agem os homens. O filho pode namorar, já a filha... Elogiamos a virgindade das meninas, já os meninos quanto antes perderem melhor, são machos!

Fecha as pernas! Que decote é esse? E essa saia curta? Para tudo! Nascemos já culpadas. Temos que mudar isso.

Obvio que meninos e meninas são diferentes biologicamente, mas a sociedade potencializa as diferenças.

E O que temos que fazer? Podemos partir mudando nossa postura, a nossa mentalidade.

Que tal criar crianças ressaltando seus talentos?

Que tal deixarmos de acreditar que quanto menos feminina for a aparência de uma mulher, mais chances ela terá de ser ouvida?

Eu, Norma, quero ser respeitada pela minha feminilidade. Eu gosto e mereço.1

Sou feminina sim, feliz por ser assim.

Homens, deixo aqui meu apelo, vamos juntos?

Apoiem o movimento. Respeitem as mulheres da vida de vocês. Dêem empregos para mulheres. Criem seus filhos nos princípios da equidade.

Mulheres, tenhamos sororidade. Vamos lutar juntas.

A sociedade criou essa competição inexistente entre nós. Não fale mal de outra mulher. Ajude outra mulher.

Nós podemos nos tornar empoderadas e ainda ajudar outras mulheres a empoderar outras mulheres, pelo exemplo.

Estão vendo essa criança maravilhosa? Essa é a Helena, minha sobrinha, a criança mais amada por mim. Eu sinceramente desejo e luto cada dia e escrevo sobre isso porque eu desejo que ela cresça num mundo melhor, num mundo mais diverso e inclusivo. Que ela possa ser e fazer o que quiser, que seja muito feliz.

Esse texto é dedicado à Helena e a todas as crianças que merecem viver num mundo melhor.

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